16.11.05

Soneto

Eu não sei bem aquilo que quero
Nem o que de mais queira eu não sei
Tenho certo só o quanto os espero
Certo estou, cedo ou tarde os terei

E o que espero, como vem, nunca sei
Sei que é minha, só minha encomenda
E sei dela que se dela não entenda
Fora ela o que de mais dela estudei

Estudei o que soube, quase nada
Estudei a essência, o que passa
A procura, o que virá na invernada

De minha vida, e que seja para sempre
O que busquei, o que quis, e esteve ausente
Noutros versos, deixados na estrada.

Lucas Tenório

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